Cabo Frio inicia a transição da insulina NPH para Glargina no SUS. Primeira etapa atende crianças, adolescentes e idosos com diabetes.
Cabo Frio inicia nesta terça-feira (1º) a transição da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada Glargina na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
A mudança segue uma determinação do Ministério da Saúde e integra uma estratégia nacional para manter o abastecimento de insulinas, ampliar o acesso a novas tecnologias e fortalecer o atendimento a pessoas com diabetes.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a implantação será gradual em todo o estado, conforme a disponibilidade de medicamentos e dos insumos necessários para o tratamento.
Nesta primeira fase, a Insulina Glargina será destinada a crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), com idade a partir de 2 anos e menos de 18 anos.
Também poderão receber o medicamento pessoas com 70 anos ou mais, com diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) ou Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2).
A estratégia também contempla novos diagnósticos e prevê a continuidade do tratamento para pacientes que completarem 18 anos durante o período de implementação da mudança.
Onde encontrar a Insulina Glargina
A partir de 1º de setembro, a Insulina Glargina estará disponível em cinco unidades da rede municipal de Cabo Frio:
- CEAD – Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico;
- UBS Santo Antônio;
- UBS Unamar;
- Farmácia Regional do Jardim Esperança;
- Farmácia Básica Municipal.
Na primeira remessa, Cabo Frio recebeu 84 canetas reutilizáveis (Biopemm), 307 tubetes de Insulina Glargina 100 UI/mL e agulhas de 4 mm para aplicação.
Por causa da quantidade recebida nesta primeira etapa, a distribuição será feita de forma criteriosa, com prioridade para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.
A ampliação da oferta para outras unidades da rede municipal ocorrerá de forma gradual, conforme o município receber novas remessas encaminhadas pelo Governo do Estado.
Segundo a coordenadora de Assistência Farmacêutica, Érica Freitas, a mudança busca ampliar o acesso aos tratamentos disponibilizados pelo SUS e fortalecer a assistência farmacêutica para pessoas com diabetes.





