Publicidade

Anac investiga fraudes em diários de bordo de voos panorâmicos no Rio

Agência investiga fraudes em registros de voos panorâmicos no Rio, após suspensão de quatro empresas.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades nos diários de bordo de voos panorâmicos no Rio de Janeiro. A ação surge na esteira da suspensão de quatro empresas que operam nesse segmento e que, segundo a Anac, apresentaram sérios problemas em seus registros e operações.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

As investigações foram motivadas por um trágico acidente ocorrendo na Vista Chinesa, onde um helicóptero caiu, resultando na morte de quatro pessoas no dia 8 de agosto. A Anac constata que houve falta de precisão nos registros, com omissões de minutos nos voos, além de inadequações na manutenção das aeronaves e no gerenciamento operacional das empresas investigadas.

De acordo com Thiago Chagas Faierstein, diretor-presidente da Anac, cerca de 50% das atividades de voos panorâmicos no estado apresentam irregularidades. Ele enfatizou que, se uma empresa registra uma carga horária menor do que a real, isso pode levar a um menor número de manutenções, comprometendo a segurança dos serviços. “Quando revisamos os diários de bordo e de manutenção, as informações podem parecer corretas, mas é preciso investigar as discrepâncias”, destacou.

Intensificação da fiscalização

A Anac planeja intensificar sua fiscalização sobre os voos panorâmicos, um passo que a agência considera essencial para aumentar a segurança nas operações. Faierstein também comentou sobre a colaboração da prefeitura do Rio, que alertou a Anac sobre as preocupações relacionadas aos voos na região.

O Diretor não descartou a necessidade de um plano de regularização para as empresas que foram suspensas, mas ainda não há um prazo estabelecido para que isso ocorra. O foco será garantir que as falhas e problemas de operação sejam devidamente reportados e tratados.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Papel da Justiça Federal

Faierstein também abordou os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) para que os voos panorâmicos sejam limitados a corredores aéreos específicos, sugerindo evitar tráfego aéreo sobre áreas densamente povoadas. No entanto, o diretor apontou que a responsabilidade sobre essas medidas não é exclusivamente da Anac, mas envolve o Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (DCEA).

Conforme o dirigente, a Justiça Federal já se manifestou sobre esses pedidos, indicando que discussões adicionais seriam necessárias para estabelecer um consenso sobre a regulamentação dos voos panorâmicos na cidade.

Publicidade
Publicidade

+ Notícias

Publicidade
Publicidade