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Contraventor Adilsinho é preso após anos foragido em Cabo Frio

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, bicheiro mais procurado do Rio, é preso em Cabo Frio pela Ficco/RJ. Ele responde por máfia dos cigarros e homicídios.

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso nesta quinta-feira 26 em Cabo Frio. Considerado um dos mais procurados do Rio de Janeiro, ele tinha ao menos quatro mandados de prisão em aberto.

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A captura foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, formada pela Polícia Federal do Brasil e pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público Federal.

Adilsinho integra a cúpula do jogo do bicho no estado e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele também é apontado como responsável por produção e distribuição de cigarros falsificados.

O policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, que fazia a segurança do contraventor, também foi preso na ação.

Contra Adilsinho constam os seguintes mandados

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  • Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;
  • Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri;
  • Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
  • Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.

A polícia apura ainda possível envolvimento em ao menos 20 crimes atribuídos a grupo de extermínio, entre homicídios e tentativas.

Operação Libertatis e a caçada ao contraventor

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Federal do Brasil em março de 2023, com segunda fase em março de 2025. A investigação mira tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, fraude comercial e crimes contra o consumo.

Na primeira fase, agentes localizaram fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias. No imóvel, 19 paraguaios trabalhavam em condições análogas à escravidão, segundo a PF.

De acordo com a corporação, os trabalhadores cumpriam jornadas de 12 horas diárias, sem descanso semanal, alojados no local e sem remuneração. As investigações avançaram e resultaram em nova etapa da operação, quando 12 pessoas foram presas. Adilsinho era alvo, mas não havia sido localizado até agora.

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