Publicidade

Lula inaugura a GNA II e Porto do Açu se fortalece como hub de energia

Acordo de cooperação técnica entre o governo federal e a GNA (Gás Natural Açu). A UTE GNA II adiciona 1,67 GW de capacidade instalada ao sistema nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou na última sexta-feira (26) a UTE GNA II, no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), consolidando o complexo portuário como um dos principais polos energéticos e logísticos do país.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

A solenidade contou com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o governo federal e a GNA (Gás Natural Açu), visando acelerar novos investimentos e a transição energética.

A UTE GNA II adiciona 1,67 GW de capacidade instalada ao sistema nacional, tornando-se a maior usina a gás natural em operação na América Latina, segundo a empresa.

Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu – São João da Barra (RJ). (Imagem: Flickr)

Transição energética

O presidente da GNA, Bernardo Perseke, destacou o compromisso com a transição energética. Ele afirmou que o projeto é um “marco de inovação, sustentabilidade e colaboração”, alinhado com as necessidades de segurança energética do país e com a agenda de descarbonização da economia.

Somada à UTE GNA I, que já está em funcionamento, o complexo passa a oferecer mais de 3 GW de energia ao Sistema Interligado Nacional, o suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Durante a cerimônia, Lula enfatizou o potencial do Porto do Açu como indutor de desenvolvimento para o Norte Fluminense e para o Brasil.

– Estamos falando de um porto que tem capacidade para ser um hub logístico do país, com integração entre indústria, energia e infraestrutura de transportes – afirmou o presidente.

Compromisso com EF-118

Além da expansão energética, o evento marcou o reforço do compromisso com a implantação da Ferrovia EF-118, que ligará o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, com terminal no próprio Porto do Açu. Licitação deve ocorrer até o final do ano.

Lula defendeu a ferrovia como peça-chave para a competitividade logística da região e criticou o atraso da concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), anunciando que o governo irá relicitar o trecho para garantir sua execução.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Segundo dados apresentados no evento, o Porto do Açu responde por 30% das exportações do estado do Rio de Janeiro e movimenta mais de 50 milhões de toneladas de cargas por ano.

Com a nova usina e os planos de integração ferroviária, a expectativa é de geração de até 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva.

O acordo firmado com a GNA prevê estudos conjuntos sobre novas fontes de energia limpa, como hidrogênio verde, e projetos para atração de indústrias de baixo carbono ao porto.

A GNA, que opera no Açu em sociedade com a Prumo, BP e Siemens Energy, já investiu cerca de R$ 13 bilhões no local.

A prefeita de São João da Barra, Carla Caputi, ressaltou com entusiasmo o papel estratégico do município e do Porto do Açu para o desenvolvimento regional e nacional.

A nova fase consolida o Porto do Açu como eixo estratégico da neoindustrialização do país, conectando exploração de gás, produção de energia e soluções logísticas para a indústria nacional e exportadora.

O plano do governo é transformar o porto em um modelo de transição energética e desenvolvimento sustentável no litoral sudeste.

Investimentos e empregos no Porto do Açu

  • Valor investido: R$ 13 bilhões já aplicados pela GNA (Gás Natural Açu) em infraestrutura energética e logística no complexo portuário.
  • Capacidade energética: Com a entrada da UTE GNA II, o Porto do Açu abriga o maior parque termoelétrico a gás natural da América Latina, com mais de 3 GW de potência instalada.
  • Geração de empregos: Estima-se a criação de até 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva com os empreendimentos em operação e os novos projetos.
  • Parcerias futuras: O acordo de cooperação técnica entre o governo federal e a GNA prevê estudos para novos investimentos em energia limpa, como hidrogênio verde, e instalação de indústrias de baixo carbono.
  • Papel estratégico: O porto responde por cerca de 30% das exportações do estado do Rio de Janeiro e movimenta mais de 50 milhões de toneladas de cargas por ano.
Publicidade
Publicidade

+ Notícias

Publicidade
Publicidade