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Hospitais de Campos cobram dívida de R$100 milhões da prefeitura

Hospitais contratualizados de Campos alegam dívida de R$ 100 milhões da Prefeitura por repasses atrasados do SUS; município nega pendência.

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviço de Saúde da Região Norte Fluminense (SINDHNORTE) afirma que a Prefeitura de Campos dos Goytacazes acumula dívida de R$100 milhões com hospitais contratualizados. O passivo, segundo a entidade, resulta de atrasos nos repasses orçamentários desde 2016.

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A Prefeitura de Campos contesta a informação e declara que destinou mais de R$1,16 bilhão à rede contratualizada nos últimos quatro anos. A administração municipal afirma que não há documentação que comprove a dívida apontada pelo sindicato e que valores pendentes podem ser oriundos da gestão anterior.

Diretores dos principais hospitais da cidade se reuniram esta semana para discutir os impactos financeiros que comprometem a capacidade de atendimento nas unidades. Participaram do encontro representantes do Hospital Escola Álvaro Alvim, Beneficência Portuguesa, Plantadores de Cana e Santa Casa de Misericórdia.

As quatro instituições respondem por aproximadamente 80% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade. O sindicato ressalta que as unidades enfrentam crise financeira prolongada, o que as leva a subsidiar de forma involuntária o sistema público de saúde.

Serviços especializados como cirurgia ortopédica, cardiologia, pediatria e combate à dengue já sofrem impactos pela escassez de recursos. O SINDHNORTE destaca que a tabela de aporte municipal, complementar aos valores pagos pelo SUS, está congelada desde 2017.

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A Secretaria Municipal de Saúde informa que atualmente há R$1,2 milhão em auditoria técnica, etapa que antecede a liberação dos valores, e R$1,68 milhão com pagamento previsto para a próxima competência. Também estão em negociação R$1,95 milhão referentes a contratos mantidos exclusivamente com recursos municipais.

Segundo a pasta, esses valores representam apenas 0,4% do total investido na rede contratualizada nos últimos quatro anos. A secretaria também afirma que expandiu e melhorou a infraestrutura da rede própria, incorporando parte dos serviços contratualizados à estrutura municipal.

O Sindicato dos Médicos de Campos, por sua vez, informa que continua em diálogo com ambas as partes para solucionar rapidamente o problema de pagamento dos profissionais. “Cada lado fala uma coisa: a prefeitura diz que repassou e os hospitais dizem que não receberam”, afirma em nota.

Com g1.

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